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A morte é um dia que vale a pena viver - Ana Claudia Quintana Arantes

Tudo bem, seu sei, é um título um tanto quanto paradoxal, estranho, etc. Mas desperta a curiosidade, é ou não é? Talvez tenha sido essa a intenção.

No começo você pode até achar que o livro é de autoajuda, mas não é. Nada contra quem gosta de autoajuda, mas eu não gosto. Se você também não gosta, pode achar que é, no início. Mas não é.


O livro é todo baseado na experiência da autora, que trabalha com cuidados paliativos. Ou seja, trabalha com doentes terminais, sem chance de recuperação ou cura. Você rapidamente se coloca em perspectiva e agradece não estar nessa situação, tanto na dela - autora, quanto na dos doentes terminais. 

No entanto, é bom se acostumar, porque assustadoramente, 80% das pessoas, segundo a autora, são acometidas por doenças ou situações em que, ainda conscientes, sabem que irão morrer. Então aquela fantasia que todos têm "eu quero morrer dormindo", "eu vou morrer velhinho, sem consciência". Nada disso, amigo. A maioria de nós vai saber que vai morrer, terá consciência e terá que atravessar esse caminho, que no fim das contas, se atravessa sozinho.

Bom, já estou me alongando muito, leia que vale a pena. Só uma coisa, o lado ruim do livro é que ele fica bastante repetitivo, mas ainda assim, vale muito à pena a leitura. 


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